quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Soneto do Mais Um



Lá vai mais um
mais um qualquer um
sem saber onde ir
por qual porta sair

Lá se vai mais um
brincando de ser quem não é
deixando de ser quem quiser
e sendo sempre qualquer um

Assim se foi mais um,
mais dois, mais três
mais quatro, cinco, seis

E agora é com vocês
ser tudo que pode ser
ou que esperavam de você

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Soneto das Flores de Plástico



Se as flores de plástico não morrem
vencem o tempo com a eternidade
porém, perdem do amor, a voracidade
que os anos consomem

Já as flores naturais
são efêmeras como a paixão
não veem o amor se tornar gratidão
não vê diferentes, se tornarem iguais

Flores de plástico são sem graça
as naturais, são até de graça
e seu aroma até disfarça

As imperfeições de uma flor
que assim como o amor
não foi feita para durar
senão para amar


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Soneto da Pós-Juventude



Éramos tão jovens
sonhadores praticantes
como nunca visto antes
e no futuro que vem

Sonhamos demais
fizemos de menos
agora colhemos
e não plantamos mais

A realidade matou nossos sonhos
modificou nossos planos
e nós, sem saber como

Ficamos assistindo atônitos
e sem saber o que fazer agora
vemos a esperança indo embora
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