segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Soneto 126



Cento e vinte e seis
mas podia ser seis, dois ou um
e a culpa é de vocês
que preferiram não escolher nenhum

Explodem fotos de marionetes
com a Dilma dependurada
e agora caem em sua própria cilada
de eleger uma política emprestada

Falam no empenho dos empregados
para manter o seu cargo ocupado
e isto admiro de fato

Quem vende a alma ao próprio diabo
por garantir mais alguns trocados
até que um dia acabe o mandato

domingo, 2 de outubro de 2016

Soneto do Buraco



Já disse certo poeta
uma verdade bem verdadeira
se ali em frente tem um buraco
em volta tudo é beira

E o buraco que tem beira
também tem fundo bem fundo
e por mais que pareça besteira
tudo é fim após a beira

Mas lá vem o Seu Prefeito
falando que vai dar um jeito
mas, esta ideia eu rejeito

Prefiro a reconfortante certeza
que a beira do buraco me empresta
sendo a única verdade que me resta



sábado, 1 de outubro de 2016

Soneto do Cavalo Morto



Um cavalo morto
de fato é um animal sem vida
mas ainda assim um animal
que teve uma vida vivida

O pobre cavalo fadigado
morreu de tão cansado
tão triste e castigado
que melhor ter finado

Feliz do cavalo
por ter sido encomendado
e Deus, sua alma ter levado

Infeliz do Diabo
que apesar de tanto castigo
viu o cavalo fugir do seu destino
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